TVs tentam caminhos para nova realidade

Nos bastidores de todas as TVs, especialmente das três principais, Globo, Record e SBT, está havendo a disposição de retomar a normalidade de algumas produções, mesmo com a necessidade de seguir rigorosos protocolos de segurança.

O problema é encontrar saídas para os tantos problemas que ainda existem. Por exemplo: como voltar com os programas de auditório, mas sem o auditório e não poder contar com o indispensável calor humano? Bem complicado.

E mesmo aqueles sem plateia, para a sua realização também será indispensável observar certos cuidados, que incluem segurança e proteção, para tornar possível a presença de pessoas em um estúdio.

Fora o jornalismo, já existem algumas iniciativas no entretenimento, entre elas o “Encontro” e “Conversa com Bial”, da Globo; “Ratinho” e “Domingo Legal” no SBT, mas muito poucas ou quase nada diante do panorama geral.

Um quebra-cabeça. À televisão, às vésperas de comemorar 70 anos no Brasil, diante do problema que atinge a todas as atividades, também caberá a missão de se reinventar.

Movimento

Por meio de videoconferência e skipe, a Record retoma os trabalhos de suas novelas. “Coaches”(preparadores) já estão em contato com o elenco de “Gênesis”, a próxima bíblica.

Nada consta

Ao SBT, de fato, foi oferecida a proposta de voltar com um jornal policial no final da tarde, início da noite. A direção da emissora, no entanto, não deseja investir nisso agora.

Cobertor curto

O SBT não reúne condições de ampliar a sua carga de jornalismo. Aliás, não existem planos nesse sentido. O que seria mais lógico era tentar algo no “Primeiro Impacto”, mas nem isso está sendo pensado.

Olha só

A partir desta próxima segunda a NordesTV deixa de existir e no lugar dela vai entrar a Band Ceará. A direção será de Augusto Correia de Lima. Também existe a proposta de ampliar as atrações locais.

Record deve fechar mês à frente do SBT

As audiências registradas até agora mostram que em maio teremos uma repetição dos mesmos números de abril.

Portanto, mais uma vez, a Record deverá fechar o mês em segundo lugar no PNT, 24 horas. E com uma diferença ainda maior do SBT, em terceiro.

Nada indica um resultado diferente.

A Record ocupar o segundo lugar nas 24 horas seria um fato absolutamente natural, não tivesse ela a obrigação de exibir a programação da igreja na madrugada, sem registros de audiência em toda essa faixa.

São quatro horas de traço diariamente.

O que nos leva a concluir que, no pau a pau, programação contra programação, a distância entre uma e outra já chega a ser bem significativa.

É o tal negócio, assim como dinheiro, o Ibope também não aceita desaforo.

O SBT está brincando demais com a sua grade de programação. “Triturando” no lugar do “Fofocalizando”, luta-livre não dando certo e “Primeiro Impacto”, além de outros movimentos que só jogam contra o patrimônio.

Um dia a conta ia chegar. E chegou.

Balão de ensaio

O que acabou de acontecer com o “Primeiro Impacto”, que foi colocado em reprise na hora do almoço e depois de dois dias tirado do ar, em se tratando de SBT não é nenhuma novidade.

Antecedentes

Existem zilhões de antecedentes. Um programa da Adriane Galisteu também acabou depois de dois dias. E também teve novela interrompida no meio da sua exibição.

Em cima disso

Com a estratégia de apostar mais em matérias fortes e jornalismo, o “Domingo Espetacular”, da Record, diminuiu bastante sua diferença para o SBT. Em São Paulo, estão praticamente empatados.

Forte contribuição

Neste bom momento de audiência da Record, o “Hoje em Dia” tem destaque. Em várias praças, como Porto Alegre, Goiânia e Salvador, não raramente tem ocupado a liderança em seu horário.

Assim como a Globo, Band será uma só

Quanto ao processo de unificação de todas as suas emissoras de rádio e televisão, a Band, na semana que está terminando, já anunciou algumas medidas e outras ainda serão tomadas no decorrer dos próximos dias.

A ideia, além da necessidade econômica, tem também como objetivo uma maior racionalidade de todos os seus trabalhos.

Por enquanto, ou data hoje, distantes a apenas poucos metros um do outro, existem até quatro ou cinco departamentos de jornalismo operando isoladamente, com cabeças, corpos e membros completamente diferentes uns dos outros.

Assim como o Esporte e o Comercial, que foi o primeiro a se tornar um só.

Sem as mesmas proporções, mas com enormes semelhanças ao que a Globo fez recentemente, o objetivo também é chegar a uma só Band.

Não tem outro caminho.

Diante da situação atual, está ainda mais difícil planejar o futuro, porém na Globo já existe a certeza que um jornal de serviço, como o “Combate ao Coronavírus”, tornou-se essencial na programação.

Ajustes

Na Band já existe a certeza de novas mudanças na grade de programação. A faixa da manhã, com resultados que ainda deixam a desejar, será a mais atingida pelas mudanças previstas.

Uma…

Por exemplo, alguns ajustes, entre horário, duração e conteúdo estão sendo pensados para o “Aqui na Band”. Essas correções, quando houver consenso sobre elas, serão realizadas em “pleno voo”.

… e outra

Antonio Zimmerle, que agora também cuida do setor, reuniu todos os apresentadores dos programas esportivos da Band na quinta-feira e comunicou que não existe nenhum plano de mudança.

Bola pingando.

Depois de os fãs enviarem à Globo e aos autores de “Totalmente Demais” um pedido para que tenha um final diferente, Marina Ruy Barbosa levantou dúvida. “Quem sabe não tem um alternativo?”.

Mercado impiedoso para atores veteranos

Assim como em inúmeras outras atividades, também para os atores de idade avançada, o mercado de trabalho, com o avançar do tempo, acaba se fechando de maneira bem impiedosa. Os convites para novelas, filmes, séries e até peças de teatro, a cada dia, vão se tornando mais escassos. Como se em todas as histórias da vida não existissem pessoas de diferentes faixas de idade. Raros são os mais velhos que, mesmo para participações bem insignificantes, ainda encontram alguma oportunidade.

A grande maioria é esquecida. Simplesmente colocada de lado, “aposentada”.

É triste constatar que isso, diferentemente de outros países, é muito nosso. O cinema americano, ao contrário, desde lá de trás até agora, nunca deixou de valorizar os seus artistas mais antigos.

Mas pior de tudo ainda, é saber que depois desta pandemia, para aqueles que se enquadram no grupo de risco, e tudo indica assim classificados para todo o sempre, serão ainda maiores as dificuldades para trabalhar. E para sobreviver.

Em tempo, registro de Laura Cardoso, 92 anos, que ainda não pensa em se aposentar da televisão.

Nada definido

Na Globo, não tem nada definido quanto a possíveis novas produções no humor. Por enquanto, como certeza para os próximos tempos só mesmo o “Zorra”, com as suas gravações paralisadas.

Compasso de espera

A Band tem interesse. Tom Cavalcante vê com simpatia a ideia de um programa semanal, mas ainda não tem nada fechado entre eles. A conversa meio que não avançou nos últimos tempos.

De qualquer forma

O que se verifica é que existe tanto boa vontade da Band, como por parte do Tom. As possibilidades de o negócio sair são muito boas. Mas talvez só no ano que vem.

Virou obrigação

A partir de agora, por determinação de Leão Serva, diretor responsável, o jornalismo da TV Cultura passará a abrir mais espaço à participação da rede. É uma forma de estimular o trabalho de todos.

Filmes e música têm mais espaço na TV

A televisão tem coisas bem interessantes e é curioso verificar como as próprias tendências acabam sempre modificando toda a ordem das coisas.

Por exemplo, a Band começou a reagir no Ibope com a ampliação de horários destinados a exibição de filmes.

Antonio Zimmerle, diretor de programação, passou a se envolver mais neste trabalho e os resultados são bem animadores, principalmente nas exibições dos domingos.

E isso quando todo mundo imaginava que, com os canais da TV paga antes e o streaming mais recentemente, a TV aberta iria gradativamente diminuir ainda mais os seus espaços. Mas não.

A mesma coisa com a música. A apresentação de cantores ou conjuntos musicais em programas foi diminuída de forma bem drástica nesses últimos tempos, até que chega a moda das lives.

Todas as TVs, apressadamente, passaram a se adaptar a eles, inclusive com cuidado de até preparar tabelas comerciais para suas possíveis vendas. Vivendo e aprendendo. O bom senso nos ensina nunca ter diagnóstico definitivo para nada..